Aumentam as áreas que sofrem com a seca no país, mostra levantamento

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Um levantamento mostra que aumentaram as áreas que sofrem com a seca no país. O Paraná é um dos estados mais atingidos pela estiagem.

O tempo seco não dá trégua e os pastos no noroeste do Paraná estão morrendo, os pecuaristas precisam comprar feno para alimentar o gado, mas o produto está em falta.

“A gente está com uma queda de mais de 70% de produção, então assim nos últimos 10 anos que a gente vem trabalhando nesse setor de alimentos, feno pré-secado, nunca teve uma situação como essa né, então está muito difícil”, diz o produtor rural Flávio Aguiar Penteado.

Levantamento da Agência Nacional de Águas e Saneamento mostra que em setembro aumentaram as áreas de seca em 14 estados. O monitoramento é feito em 18 estados e no Distrito Federal.

Alguns estados estão sofrendo com a seca a mais tempo: Mato Grosso do Sul, Paraná e Minas Gerais registram pontos de seca extrema – quando falta chuva e os níveis dos rios estão muito baixos.

O reservatório com pouquíssima água é o resultado dessa seca extrema. No período de um ano, dez meses registraram chuvas abaixo da média em Curitiba. Quem vê o céu carregado, com muitas nuvens pode até pensar que o problema está resolvido, mas estamos longe disso.

A média dos quatro reservatórios que abastecem Curitiba e região metropolitana está em 28% da capacidade.

“Com os dados que nós temos a gente não consegue ver melhora na situação, né, pelo menos pelos próximos três, quatro meses”, explica Marco Antônio Jusevicius, coordenador de operação meteorológica do SIMEPAR.

Desde março, os moradores da região metropolitana de Curitiba enfrentam um rodízio no fornecimento de água – a meta da companhia de abastecimento é de que a população reduza 20% do consumo, mas, no último levantamento a economia só chegou a 14%.

“Se nós chegarmos a um nível de reservação das nossas barragens a 25% nós seremos obrigados a implantar um sistema mais severo de rodízio”, fala Hudson José, diretor de comunicação da Sanepar.

O disk denúncia do desperdício já recebeu quase sete mil flagrantes. A Dona Helena reutiliza a água na casa dela – e não se conforma com quem gasta como se a água estivesse sobrando.

“Eu economizo pelo bem que a gente recebeu como herança e é obrigação nossa deixar para as futuras gerações”, diz a professora Helena do Rossio.

Redação