Em Picuí-PB o Liso venceu de novo!

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Abertas as urnas, elas disseram o que as ruas, as redes sociais, o boca a boca dos muitos cientistas políticos que trafegam nos pontos de sociabilidades da nossa cidade já diziam: o povo quer o Liso! Para muitos a campanha parecia fácil, já que a movimentação pró-Olivânio era bem clara desde o início. Mas sabemos que para aqueles que se consideram elite perder uma campanha para um candidato de origem humilde, oriundo de movimentos sociais é inconcebível. Se perder uma é inconcebível, perder duas leva à loucura. Travou-se então um plano funesto de tudo ou nada em que não se poupou recursos nem abuso de poder com o objetivo de se tomar a prefeitura a ferro e fogo. Mas o povo venceu!

A campanha em Picuí, desde 2016, foi atípica, levando em consideração que na maior parte dos municípios da região tínhamos duas oligarquias na disputa pela prefeitura. Em Picuí, não, temos a candidatura de Olivânio Dantas Remígio – professor de Geografia, vereador por 3 mandatos, suplente de deputado e eleito prefeito da cidade em 2016 – que não representava uma elite. Veio de origem humilde, foi garimpeiro, trabalhador de cerâmica, bodegueiro, estudante, eleito prefeito em 2016 com uma votação expressiva e, por fim, reeleito de forma consagradora dadas as circunstâncias que foram apresentadas pela oposição à cidade.

Do outro lado, Buba Germano lança sua esposa, Gilma Germano, como representante do seu projeto político. Dado o pontapé inicial para a campanha, inciou-se o festival de preconceitos despejados não só contra Olivânio, mas também contra a própria população da cidade: ora éramos podres, ora porcos, ora catraias, ora cambada, ora facção. Os impropérios eram muitos. Não menos que os impróprios foram as cenas de abuso de poder.

Além disso, havia as ofensas ligadas diretamente à pessoa de Olivânio, isso na figura do sem graça boneco Pinóquio, claramente percebido como uma projeção do deputado. Ainda houve as constantes vitimizações, querendo levar para uma questão de gênero o que era, na verdade, uma questão de classe, uma vez que os hipersensíveis que se chateavam e prestavam solidariedade através de vídeos à candidata da elite, nunca se sensibilizaram com as ofensas direcionadas, por exemplo, aos habitantes do Bairro Limeira, nem às mulheres presentes na movimentação do dia 12/10, quando o deputado disse, transtornado, que lá só havia vagabundos e catraias.

Que a decisão das urnas seja respeitada e que todos aprendam que o povo é soberano, é ele quem decide. Esperamos que os preconceitos contra os mais humildes que aflorou durante toda a campanha terminem junto com o fim do pleito e que fique a lição de que nem tudo o dinheiro compra. Antes de se decidir e traçar planos de poder em ambientes chiques junto com os mais privilegiados lá na capital, precisa saber se o povo está disposto a contribuir com esse plano. Geralmente, a parte do povo é apenas votar, jamais estão inseridas nos planos de quem quer o poder pelo poder as demandas da população. Picuí mais uma vez deixou a lição: o seu povo é soberano.

Parabéns ao nosso prefeito! Que Deus abençoe a segunda gestão, que ela seja tão exitosa o quanto foi a primeira. Parabéns ao povo de Picuí que mostrou mais uma vez quem é que pode, quem decide e quem manda.

Por Virna Lúcia