Governo da Argentina desconhece presença de foragidos do 8 de janeiro no país

Por Redação com JPan - em 2 semanas atrás 24

O governo da Argentina negou neste sábado (8) ter conhecimento da presença em seu território de foragidos dos ataques de 8 de janeiro de 2023 em Brasília. “Ainda não temos nenhuma informação desse tipo, não temos alertas vermelhos sobre essas pessoas (…) o Ministério da Segurança não recebeu nenhum tipo de solicitação, nem da Interpol, nem de pessoas, nem de nomes, nem de listas”, afirmou a ministra da Segurança, Patrícia Bullrich, em declarações à Rádio Mitre. Na sexta-feira (7) foi notificado que a Polícia Federal enviaria ao governo da Argentina uma lista com solicitações de extradição de indivíduos ligados aos eventos de 8 de Janeiro. Alguns teriam até pedido asilo político ao presidente ultraliberal Javier Milei, aliado político de Jair Bolsonaro. Bullrich não comentou nem mencionou o suposto pedido de asilo.

Inicialmente, a Polícia Federal identificou 65 investigados que teriam ingressado ilegalmente no país vizinho. A lista seria encaminhada ao STF (Supremo Tribunal Federal) para iniciar os processos de extradição. Na quinta-feira (6), a Polícia Federal anunciou a captura de cerca de 50 “fugitivos” ligados à invasão das sedes dos Três Poderes, no âmbito de uma operação especial que busca encontrar e prender mais de 200 pessoas. As operações ocorreram em 18 estados e no Distrito Federal. A PF continua buscando outros 159 condenados ou investigados considerados foragidos. A Lesa Pátria tem quatro frentes de investigação: uma mira os possíveis autores intelectuais, incluindo autoridades; outra busca mapear financiadores e responsáveis pela logística dos acampamentos e transporte de manifestantes para Brasília; a terceira foca nos vândalos, individualizando a conduta de cada envolvido; e a quarta investiga autoridades omissas que facilitaram a atuação dos invasores.

No dia 8 de janeiro de 2023, atos anti-democráticos foram realizados no Palácio do Planalto, o Congresso e o Supremo Tribunal Federal, exigindo uma intervenção das Forças Armadas que depusesse o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e denunciando supostas fraudes nas eleições. Bolsonaro, que perdeu por uma pequena diferença para Lula no pleito presidencial de 2022, compareceu à Polícia Federal no ano passado sob suspeita de ter instigado a insurreição em Brasília.

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