Defesa do cantor João Lima, preso por agredir ex-esposa na Paraíba, entra com pedido de habeas corpus

Por Redação com G1PB - em 11 segundos atrás 1

A defesa do cantor paraibano João Lima, preso por violência doméstica contra a ex-esposa, entrou com pedido de habeas corpus nesta sexta-feira (30). Ele está detido desde a segunda-feira (26) no Presídio Desembargador Flósculo da Nóbrega, no bairro do Róger, em João Pessoa.

No pedido, que será analisado pelo Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB), a defesa alega ausência de fundamentação para a necessidade da prisão.

João Lima está custodiado em um pavilhão destinado exclusivamente a pessoas que respondem por crimes no âmbito da Lei Maria da Penha. Atualmente, o espaço abriga cerca de 60 internos. Segundo o diretor do presídio, Edmilson Alves, os detentos respondem por crimes como agressões, tentativa de feminicídio e descumprimento de medidas protetivas, sem estimativa detalhada por tipo de delito.

Ainda de acordo com o diretor, João Lima é, no momento, o único preso não anônimo no local, embora outros casos de grande repercussão já tenham passado pela ala. Entre eles, o de Johannes Dudeck, condenado pela morte da estudante de medicina Mariana Thomaz, e o de Danilo Santos da Silva, condenado por matar a ex-esposa Maria Nataly Daiana da Silva Medeiros, crime cometido na presença das filhas.

Hytalo Santos e Israel Vicente, que também respondem a processos na Justiça da Paraíba, estão presos no mesmo presídio, porém em uma ala específica para pessoas LGBTQIA+.

Relembre o caso

João Lima passou a ser investigado por violência doméstica contra a ex-esposa, a médica e influenciadora Raphaella Brilhante, após a divulgação de vídeos nas redes sociais que mostram agressões. A vítima registrou boletim de ocorrência na Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam), em João Pessoa.

Após a repercussão, Raphaella publicou um texto nas redes sociais confirmando, pela primeira vez, a violência sofrida. Ela relatou enfrentar “uma dor que atravessa o corpo, a alma e a história” e afirmou que “não há palavras que expliquem o impacto disso na vida de alguém”.

Segundo os autos do processo, as agressões registradas por câmeras de segurança ocorreram em 18 de janeiro. A denúncia aponta que o cantor teria agredido a vítima com socos, apertos na mandíbula e amordaçamento para silenciar seus gritos, além de ter entregue uma faca e ordenado que ela se matasse.

Três dias depois, João Lima teria ido à casa da mãe da vítima e feito novas ameaças, afirmando que acabaria com a vida dela caso não reatassem o relacionamento e que mataria ambos se ela se envolvesse com outra pessoa.

A advogada da vítima, Dayane Carvalho, informou que não houve registros de violência durante os dois anos de namoro. As agressões teriam começado após o casamento, celebrado em novembro de 2025, ainda durante a lua de mel. “Cinco dias depois, quando eu estava na minha lua de mel, ele já me bateu”, relatou Raphaella.

A defesa da vítima acrescentou que, em um dos episódios registrados, o casal já estava separado, após Raphaella pedir um tempo no relacionamento e retornar à casa dos pais, sem ainda ter revelado as agressões sofridas.

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