Trump confirma morte de líder supremo do Irã, Ali Khamenei

Por Redação com Gabriel Buss - em 1 hora atrás 8

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou neste sábado (28/2) a morte do líder supremo do Irã, Ali Khamenei. A confirmação foi publicada pelo presidente norte-americano nas redes sociais.

“Khamenei, uma das pessoas mais perversas da história, está morto. Isso não é apenas justiça para o povo do Irã, mas para todos os grandes americanos e para aqueles de muitos países ao redor do mundo que foram mortos ou mutilados por Khamenei e sua gangue de bandidos sedentos de sangue”, disse Trump na Truth Social.

O presidente dos Estados Unidos declarou a morte de Khamenei é uma “oportunidade” dos iranianos recuperarem seu país. O líder iraniano comandou o país por quase quatro décadas.

“Esta é a maior chance para o povo iraniano recuperar seu país. Estamos ouvindo que muitos de seus membros da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC), das Forças Armadas e de outras forças de segurança e policiais não querem mais lutar e estão buscando imunidade”, argumentou Trump.

O líder norte-americano disse esperar que exista um diálogo pacífico das forças de segurança com os “patriotas” iranianos. Trump prometeu também que os bombardeios vão continuar “durante toda a semana” ou “pelo tempo que for necessário”.

“Esperamos que a Guarda Revolucionária Islâmica e a Polícia se unam pacificamente aos patriotas iranianos e trabalhem juntos como uma unidade para trazer o país de volta à grandeza que ele merece […]. Os bombardeios pesados ​​e precisos, contudo, continuarão ininterruptos durante toda a semana ou pelo tempo que for necessário para alcançarmos nosso objetivo de PAZ EM TODO O ORIENTE MÉDIO E, DE FATO, NO MUNDO!”, declarou.

Até a última atualização desta reportagem, o governo do Irã não havia confirmado a morte do seu líder.

Ataques dos EUA e Israel ao Irã

O mundo voltou os olhos ao Oriente Médio neste sábado (28/2) depois do ataque dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã. Os indícios de uma possível investida ganharam força após os EUA esvaziarem suas embaixadas no país, o que acabou se confirmando horas depois.

Em um primeiro momento, o ministro da Defesa de Israel afirmou que a ação tinha como objetivo “eliminar ameaças” e denominou a ofensiva de “Operação Fúria Épica”.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que o ataque teve como objetivo acabar com ameaças aos norte-americanos, que seriam as armas nucleares supostamente em posse do Irã. Em resposta, o regime iraniano atacou bases americanas no Oriente Médio.

O que se sabe até aqui

A mídia iraniana divulgou que o ataque deixou 201 pessoas mortas e 747  feridas no país. As ofensivas começaram na madrugada de sábado (28/2).

Imagens divulgadas e exibidas pelo Metrópoles mostram que a residência de Khamenei foi atingida pelos bombardeios. O complexo residencial é utilizado para receber autoridades de alto escalão na capital, Teerã.

O governo iraniano também informou que 24 das 31 províncias foram atingidas e prometeu reagir, inclusive com a ameaça de “aniquilar” as forças armadas dos EUA.

O presidente americano, Donald Trump, acusou o Irã de rejeitar “todas as oportunidades de renunciar às suas ambições nucleares” e afirmou que os Estados Unidos “não aguentam mais”.

O ministro da Defesa do Irã, Amir Nasirzadeh, e o comandante da Guarda Revolucionária, Mohammed Pakpour, morreram nos ataques.

Irã afirmou ter atingido 14 bases militares dos EUA na região, incluindo nos Emirados Árabes Unidos, Catar, Bahrein, Kuwait e Arábia Saudita. Jordânia e Iraque também foram mencionados entre os países afetados.

Uma pessoa morreu após ser atingida por destroços em uma área residencial de Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos.

Segundo ataque dos EUA ao Irã em menos de um ano

O último ataque registrado dos EUA e de Israel contra o Irã havia ocorrido em junho do ano passado. A nova ofensiva ocorre após o fim das negociações entre EUA e Irã na sexta-feira (27/2), quando não houve avanço para o desmantelamento do programa nuclear iraniano.

Na ocasião, Trump afirmou que “não estava feliz” com o progresso das conversas, que teriam nova rodada na semana seguinte — agora, não há indicativos de retomada do diálogo.

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