UE estuda impor tarifas de 93 bilhões de euros aos EUA

Por Redação com JPan - em 3 minutos atrás 1

A União Europeia (UE) estuda impor tarifas aos Estados Unidos de 93 bilhões de euros ou restringir o acesso de suas empresas ao mercado comunitário em resposta às ameaças tarifárias do presidente americano, Donald Trump, aos aliados da Otan que enviaram tropas à Groenlândia nos últimos dias, informou neste domingo o jornal Financial Times.

Essa lista tarifária, segundo a publicação, foi preparada no ano passado e suspensa até 6 de fevereiro para evitar uma guerra comercial em larga escala, mas voltou a ser debatida hoje em Bruxelas pelos embaixadores dos 27 países da UE, junto com o chamado instrumento anticoação (ICA) que pode limitar o acesso das empresas americanas ao mercado comum europeu.

Trump ameaçou impor tarifas de 10% a partir de 1º de fevereiro a produtos de Alemanha, França, Reino Unido, Suécia, Noruega, Holanda, Finlândia e Dinamarca, membros da Otan que haviam enviado tropas à Groenlândia, como medida de pressão para que apoiem seus planos de fazer os EUA anexarem a ilha ártica.

Em uma mensagem na plataforma Truth Social, Trump afirmou no sábado que prevê aumentar estas tarifas para 25% em junho e que a taxação ficará em vigor até que se feche um acordo “para a compra total e plena da Groenlândia” por parte dos EUA.

Um diplomata a par da reunião e citado pelo Financial Times disse que Trump estava utilizando métodos “puramente mafiosos” e que na UE existem “claros instrumentos de represália” se a ameaça de Washington continuar.

“Ao mesmo tempo queremos fazer um apelo público à calma e dar a ele (Trump) a oportunidade de descer do salto”, disse essa fonte diplomática.

“É a tática da cenoura e do porrete – um sistema que te recompensa por algumas ações e te ameaça com castigos por outras”, acrescentou.

A UE pode estar elaborando contra o relógio essas medidas de represália para ter capacidade de influência em “reuniões cruciais” com Trump no Fórum Econômico Mundial de Davos (Suíça), onde se espera que o presidente americano compareça na quarta e na quinta-feira e tenha conversas privadas com líderes europeus, incluindo a presidente da Comissão Europeia, Ursula Von der Leyen.

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