PL se torna a maior bancada do Senado; Congresso é prioridade nas eleições

Por Redação com Agencia Senado - em 3 minutos atrás 1

O Partido Liberal (PL) começa o ano de 2026, último da atual legislatura, como a maior bancada do Senado, com 15 representantes, um a mais do que no início de 2025, e assume a liderança numérica antes ocupada pelo PSD, que agora tem 14 parlamentares. A sigla perdeu uma cadeira em comparação ao ano passado. O PL, por sua vez, ganhou um congressista.

Na terceira posição permanece o MDB, que está com 10 senadores. Completam o grupo das cinco maiores bancadas o PT, com 9 parlamentares, e o PP, com 7.

O PL já é o partido com mais representantes na Câmara dos Deputados (87). Na Casa Baixa, no entanto, acaba sendo superado pelo “Blocão” de União Brasil, PP, PSD, Republicanos, MDB e Podemos, que conta, ao todo, com 276.

A Legislativo é visto como prioridade tanto entre governistas quanto na oposição: no lado do PT, um reequilíbrio das forças no Congresso é visto como vital em caso de vitória de Lula e como ainda mais necessário se o atual presidente perder.

Por isso, o presidente vai liberar cerca de 20 ministros para a disputa das eleições.

Leia a lista com os principais ministros que devem deixar o governo e os cargos que pretendem disputar.

Gleisi Hoffmann (Secretaria de Relações Institucionais) – Senado pelo Paraná

Fernando Haddad (Fazenda) – Senado ou o governo de São Paulo

Rui Costa (Casa Civil) – Senado ou o governo da Bahia

Simone Tebet (Planejamento) – Deve disputar o Senado por São Paulo

Anielle Franco (Igualdade Racial) – Câmara pelo Rio de Janeiro

Jader Filho (Cidades) – Câmara pelo Pará

André de Paula (Pesca) – Câmara por Pernambuco

Silvio Costa Filho (Portos e Aeroportos) – Senado por Pernambuco

Waldez Góes (Integração e do Desenvolvimento Regional) – Disputará a Câmara dos Deputados

Marina Silva (Meio Ambiente) – Está cotada para disputar o Senado por São Paulo

Renan Filho (Transportes) – Disputará o governo de Alagoas

Sônia Guajajara (Povos Indígenas) – Câmara por São Paulo

Carlos Fávaro (Agricultura) –  Senado por Mato Grosso

Paulo Teixeira (Desenvolvimento Agrário) – Câmara por São Paulo

Marcio França (Empreendedorismo) – Planeja se candidatar ao governo de São Paulo

Alexandre Silveira (Minas e Energia) – Avalia disputar o Senado por Minas Gerais

Governistas temem que as eleições de 2026 aumentem ainda mais o domínio da direita no Congresso. A avaliação é que a oposição tem mais figuras populares, em especial nas redes sociais, onde a esquerda ainda patina. Por isso, a estratégia será aproveitar os nomes mais conhecidos para garantir cadeiras no Congresso.

A oposição, por sua vez, também cobiça aumentar sua representatividade no Congresso. O Legislativo é visto como a última trincheira da direita, em especial dos bolsonaristas, contra o Executivo e o Judiciário. Em caso de vitória de um candidato de direita na disputa pelo Planalto, a ideia é ter governabilidade sem depender do Centrão.

A estratégia deve ser semelhante à de 2022, considerada exitosa por líderes: candidatos conservadores alinhados ao bolsonarismo como “puxadores de voto” e foco da campanha nas redes sociais. A recente prisão do ex-presidente e a campanha por anistia aos condenados pelo 8 de Janeiro serão assuntos vitais. Segurança pública, valores religiosos e patriotismo, sucessos de campanhas anteriores, também serão destaque.

Entenda o desenho das bancadas no Senado

A mudança no ranking das bancadas vai além de uma simples troca de posições entre partidos. Essa “dança das cadeiras” reflete uma série de movimentações ao longo do último ano, envolvendo filiações, desfiliações e a posse de suplentes em vagas de titulares.

Entre as alterações ocorridas em 2025 estão a saída de Alan Rick (AC) do União Brasil para o Republicanos e a de Márcio Bittar (AC), que deixou o União Brasil para se filiar ao PL. Já Daniella Ribeiro (PB) migrou do PSD para o PP, enquanto Giordano (SP) se desfiliou do MDB e atualmente está sem partido.

Suplentes

Em outubro, José Lacerda (PSD-MT) assumiu a vaga deixada pela senadora Margareth Buzetti (PP-MT), primeira suplente de Carlos Fávaro, ministro da Agricultura. Lacerda foi eleito como segundo suplente na chapa.

Algumas mudanças, no entanto, não alteraram a composição numérica das bancadas. Em 16 de dezembro, Bruno Bonetti (PL-RJ), suplente do senador Romário (PL-RJ), tomou posse e deve permanecer no cargo até março.

Ano eleitoral

Até o fim do ano, novas alterações devem ocorrer, com entradas e saídas de suplentes e possíveis trocas partidárias — movimento típico de períodos eleitorais. Se 2026 já começou com mudanças, 2027 tende a ser ainda mais movimentado: nas eleições de outubro, dois terços das cadeiras do Senado estarão em disputa, o que pode redefinir o equilíbrio de forças na Casa a partir do próximo ano.

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