Ameaças a autoridades: caso de André Mendonça ecoa na Paraíba com promotor do Gaeco sob pressão

Por Redação com Sabrina de Sá - em 1 hora atrás 4

Diante da situação, Mendonça passou a usar colete à prova de bala e reforçou a segurança pessoal. Pastor evangélico, também intensificou as orações. O episódio chama atenção, mas o cenário em Brasília não é muito diferente do vivido na Paraíba pelo promotor Octávio Paulo Neto, coordenador do Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público da Paraíba (MPPB).

Segundo informações, Paulo Neto sofre ameaças há anos por causa de sua atuação à frente do Gaeco. Ele coordenou operações de grande repercussão, como Operação Calvário, Operação Xeque-Mate, Operação Squadre e Operação Astringere, que atingiram grupos influentes. As ameaças chegam por meios eletrônicos e até por recados. Em resposta, a segurança foi reforçada e os casos estão sendo apurados. Procurado pela imprensa, o promotor evitou comentar o assunto.

Nos últimos 20 anos, o Gaeco passou a conduzir alguns dos casos mais sensíveis e complexos do Estado, envolvendo organizações criminosas, corrupção e estruturas ilícitas sofisticadas. Como consequência dessa atuação, membros da instituição passaram a conviver com ameaças e pressões, cenário que costuma se intensificar em períodos de maior tensão institucional e polarização política.

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