Lula afirma que brigas internas acabaram com o PT em ato na Bahia

Por Por Nícolas Robert - em 3 minutos atrás 1

Durante a celebração dos 46 anos do Partido dos Trabalhadores (PT), em Salvador, o presidente Lula fez um discurso marcado por cobranças e autocrítica. Ele afirmou que “as brigas internas acabaram com o PT”, ao criticar a perda de espaço do partido nos municípios e defender que a sigla deixe de “perseguir o erro”.

Lula questionou o atual tamanho da governança partidária, citou o cenário de São Paulo e reforçou que o foco deve ser o fortalecimento da instituição, não de sua liderança pessoal. “Não é o Lula que tem que ser forte. É o partido que tem que ser forte”, declarou.

Segundo o presidente, o principal desafio do PT é retomar o contato direto com a população mais pobre. “O PT precisa ir para a periferia conversar com o povo”, disse. Ele também destacou a importância do diálogo com os evangélicos, lembrando que a maioria desse público recebe benefícios do governo. “Nós não precisamos esperar o pastor falar bem de nós. Nós precisamos ir lá”, afirmou.

Ao defender os resultados de seu atual mandato, Lula citou a queda da inflação, a valorização da Bolsa de Valores e o aumento real do salário mínimo. Ele comparou os três anos de seu governo aos sete anos anteriores, das gestões Michel Temer e Jair Bolsonaro, que classificou como período de “golpe”.

Sobre as próximas eleições, Lula disse que a vitória dependerá da narrativa política e do combate às fake news. “Essa campanha tem que começar com a verdade derrotando a mentira. Temos que escancarar cada mentira que eles contarem”, afirmou.

O presidente também criticou o orçamento secreto, classificando-o como um “sequestro do orçamento do Executivo” e citando valores próximos a R$ 60 bilhões neste ano. Ele lamentou, no entanto, a posição da própria base aliada: “O mais triste é que o PT votou a favor”.

Apesar das críticas, Lula defendeu a preservação das instituições democráticas e ressaltou que a política exige negociação. “Não temos que escolher se a gente quer ganhar ou se a gente quer perder”, disse, reconhecendo que o partido não tem hegemonia em todos os estados.

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