Cachês milionários ameaçam festas tradicionais e pressionam eventos públicos no Brasil

Por Redação - em 3 minutos atrás 1

Cachês milionários estão sufocando festas privadas e eventos públicos tradicionais, em uma escalada sem precedentes no Brasil.

O mercado de shows vive um momento crítico, com cachês que já ultrapassam R$ 1,5 milhão e forte tendência de chegar a R$ 2 milhões nos próximos anos. Esse cenário torna cada vez mais inviável a realização de festas com ingressos pagos e de eventos culturais tradicionais, como o São João.

Produtores e empresários afirmam que, atualmente, o cachê de um artista consome grande parte do orçamento de festas de camisa e eventos de bilheteria. Diante disso, prefeitos baianos, por meio da União dos Municípios da Bahia (UPB), buscam um acordo inédito para estabelecer um teto de gastos por atração, com aval e fiscalização do Ministério Público e do Tribunal de Contas do Estado, válido em toda a Bahia.

Enquanto eventos privados tradicionais deixaram de existir, outros foram reduzidos, e muitas produtoras passaram a evitar atrações de grande porte por medo de prejuízo, realidade já observada em grandes cidades baianas. O público, por sua vez, não consegue acompanhar a alta dos ingressos, o que inviabiliza a realização desses eventos.

Hoje, apenas prefeituras e governos conseguem arcar com agendas de alto custo e negociações complexas. A contratação de artistas com cachês milionários, porém, gera colapsos orçamentários e pressão da sociedade sobre o uso de recursos públicos para poucas horas de apresentação.

Uma possível mudança nesse cenário começa a se desenhar na Bahia e pode se expandir pelo Brasil. A tendência é que recursos públicos sejam cada vez mais direcionados a atrações regionais, fortalecendo a cultura local, enquanto os cachês de grandes artistas desaceleram, oxigenando o setor privado.

Os prefeitos baianos buscam união dos municípios com aval do Ministério Público, para pagar cachês máximo de 700 mil em eventos culturais tradicionais, principalmente no São João.

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