De 30 picolés a 7 milhões por ano: a trajetória de sucesso de Joselma Oliveira na Pardal Sorvetes
Por Redação com UNIFOR - em 1 hora atrás 13
De uma caixa com 30 picolés a 7 milhões de unidades vendidas por ano. A trajetória da empresária de Picuí, Seridó da Paraíba, Joselma Oliveira, à frente da Pardal Sorvetes, começou de forma simples, mas foi a combinação de determinação, visão empreendedora e liderança estratégica que transformou uma ideia para “sair do aperto” em uma das maiores indústrias de sorvetes do Nordeste.
Sua história inspira quem deseja empreender, especialmente mulheres que buscam mudar a própria realidade por meio do trabalho e da autonomia financeira. Em palestras, Joselma compartilha aprendizados sobre disciplina, organização e decisões que transformam desafios em resultados.
No dia 17 de março, a fundadora e presidente da Pardal Sorvetes esteve na Universidade de Fortaleza (Unifor), da Fundação Edson Queiroz, na roda de conversa “Mulheres que Transformam”, em alusão ao Mês Internacional da Mulher. O evento reuniu colaboradoras da instituição, que puderam trocar experiências com a empresária.
Na Entrevista, Joselma fala sobre sua trajetória, desafios, conquistas e a experiência na Unifor.
Entrevista Nota 10 — Como começou sua trajetória empreendedora? O que a inspirou a iniciar no ramo alimentício e por que picolés?
Joselma Oliveira — Comecei por necessidade. Meu marido vendia pipoca e enfrentávamos dificuldades financeiras, com inflação alta. Tínhamos dois filhos e, ao precisar dispensar a empregada doméstica, percebi que precisava ajudar. Como não me adaptei ao serviço de casa, pedi a uma madrinha, Lourdes, que me ensinasse a fazer picolés. Aprendi quatro sabores.
Iniciei de forma simples, na cozinha de casa, com o nome “Picolé Caseiro”. Enfrentei dificuldades, como problemas com a geladeira e perdas na venda. Até que fui vender na feira livre e os picolés acabaram rapidamente. Ali entendi o potencial do negócio, com qualidade e dedicação.
Entrevista Nota 10 — O que foi decisivo para o crescimento da Pardal Sorvetes? Houve algum momento marcante?
Joselma Oliveira — O crescimento veio de três pilares: trabalho, constância e cuidado com as pessoas. Sempre tratei a qualidade como prioridade, pois alimento é coisa séria.
Cresci gradualmente: de 30 para 100, 200, 400 picolés, expandindo cidade por cidade até chegar a Fortaleza. Um momento marcante foi perceber que a marca fazia parte da vida das pessoas. Quando alguém diz que cresceu consumindo Pardal, entendemos que não vendemos apenas produto, mas história.
Entrevista Nota 10 — Quais foram os principais desafios? Ser mulher impactou sua trajetória?
Joselma Oliveira — Os desafios foram muitos, desde a falta de capital — comprei meu primeiro freezer com apenas uma parcela paga — até a competitividade do mercado. O maior desafio, porém, é não desistir.
Sempre fui organizada e disciplinada, aprendendo na prática. Ser mulher exige, muitas vezes, provar mais, mas usei isso como motivação para seguir em frente.
Entrevista Nota 10 — O que significa ser mulher empreendedora? Que conselho daria?
Joselma Oliveira — É ter coragem diária para enfrentar desafios e não abrir mão dos sonhos. Empreender é gratificante.
Meu conselho é começar com o que se tem. Eu comecei com 30 picolés. Não espere a estrutura ideal. Foque na qualidade, cuide das pessoas e tenha propósito. Organização, planejamento e disciplina são fundamentais para sustentar o crescimento.
Entrevista Nota 10 — Como foi participar da roda de conversa na Unifor?
Joselma Oliveira — Foi uma experiência emocionante. Compartilhar minha história e ouvir outras mulheres foi enriquecedor. Percebemos que, apesar das diferenças, os desafios são semelhantes, o que fortalece e conecta.
Esse momento representou a consolidação da minha nova missão: não apenas vender sorvetes, mas compartilhar conhecimento para ajudar outras mulheres a transformarem suas realidades.
Entrevista Nota 10 — Qual a importância de iniciativas como essa?
Joselma Oliveira — É fundamental, pois cria espaços de troca, inspiração e aprendizado. Quando a universidade aproxima teoria e prática, fortalece o empoderamento feminino.
Esses encontros geram identificação, criam redes de apoio e preparam futuras líderes com mais confiança e estratégia. Muitas vezes, é ali que nasce a coragem para começar.

